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Inda realiza cursos de capacitação
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Jornal Indústria e Comércio, 25/3/09
Apesar do cenário de crise mundial, o mercado siderúrgico vem se consolidando. Prova disso é a crescente especialização, não apenas pelas empresas do setor, como também pelos consumidores de aço. Neste contexto, o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (INDA) identificou que o ponto mais frágil do caminho para a crescente profissionalização na cadeia produtiva é o atendimento. E no intuito de suprir essa necessidade, o instituto criou uma espécie de academia do aço, com cinco cursos voltados à força de vendas do segmento.
Por ser repleto de especialidades e lidar com grandes clientes corporativos, o setor siderúrgico requer profissionais com conhecimentos específicos de todos os processos envolvidos, especialmente na área de vendas. Falta de informação e vendas de materiais não adequados às condições climáticas de uma região, por exemplo, podem acarretar em prejuízos não apenas financeiros, mas principalmente para a imagem da empresa fornecedora. Portanto é preciso conhecer não apenas finalidades, mas diversas outras especificações, como dureza, resistência, flexibilidade, dimensionamento, espessura e tipos de cortes.
Os programas criados foram montados de acordo com as necessidades do mercado e as matérias divididas em quatro cursos: Negociação, Aplicabilidade do Aço, Especialização em Vendas de Aço; Administração de Estoques e Administração do Tempo. As inscrições podem ser feitas de forma individual ou por empresas, para grupos de funcionários.
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Siderúrgica ganha espaço na distribuição e 'encolhe' cadeia
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DCI, 24/3/09
A busca pela proximidade com o cliente do aço se acirrou neste começo de ano e deve trazer novos players ao embate. Com a ampliação do braço da Usiminas na área de distribuição, depois da aquisição da maior distribuidora independente do País, a Zamprogna - que expandiu a participação das coligadas das siderúrgicas para quase 50% do total da distribuição do País - a queda de braço para a conquista de pequenos e médios consumidores deve crescer, principalmente em um momento em que o ciclo de crescimento da indústria siderúrgica se encerrou e a retração da demanda neste ano é aguardada.
A siderúrgica ArcelorMittal, que já trabalha com distribuição, deve se movimentar neste ano, acreditam analistas. "A Arcelor já se mostrou bastante preocupada com a distribuição. Ano passado ela investiu e ampliou sua participação neste segmento ", afirmou o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Christiano da Cunha Freire. Com a compra da Zamprogna, no entanto, Freire lembra que a participação da Usiminas na distribuição brasileira ficou "muito superior ao da Arcelor".
Comprovando o interesse em ampliar a prestação de serviços, o presidente da Usiminas, Marco Antônio Castello Branco, afirmou na semana passada, que o objetivo da siderúrgica é oferecer todos os serviços ao cliente do aço. E também ampliar a distribuição da Zamprogna.
A distribuidora, situada no Rio Grande de Sul, era compradora do aço na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). "Com a compra, a Usiminas pegou um mercado que antes era da CSN", afirmou o analista da área de siderurgia da Link Investimentos, Leonardo Alves.
O analista salienta que o momento também é propício para as aquisições por parte das usinas, já que diante da queda da demanda por aço e da compressão da clientela, os preços para aquisição das distribuidoras devem cair. "Esse contato com o consumidor final é importante e pode dar maior capacidade de alteração do preço do aço", afirmou Alves. Ele lembrou, ainda, que aumentar a participação na distribuição pode ser importante em período de crise para a melhoria das margens da empresa. "Esse tipo de aquisição pode ser estratégica", disse Leonardo Alves.
O presidente do Inda, por outro lado, não acredita que as coligadas apresentem preços muito mais baixos a seus clientes do que as distribuidoras independentes. "Como elas iriam se explicar, aos acionistas, que compraram uma empresa para dar descontos? Isso pode acabar com o valor da companhia", questiona-se Christiano da Cunha Freire.
Sentimento oposto é o do diretor da distribuidora de aço Dova, Marcelo Bock. Ele acredita que a grande participação dos coligadas no mercado de distribuição e a tendência do número crescer ainda mais é um fator prejudicial aos distribuidores independentes.
"O mercado está trabalhando com uma demanda bastante reduzida. O cliente vai procurar melhores preços e os melhores preços na maioria das vezes estão nas coligadas", disse.
O empresário afirmou que o enfoque da companhia acaba ficando em vendas menores, quando tenta agilizar o processo, trazendo algum diferencial ao seu cliente.
"Temos que desenvolver serviços personalizados para continuar com nossos clientes", disse Bock.
Estoques
Os estoques dos distribuidores de aço no País devem se normalizar no próximo mês, de acordo com projeções do Inda. O presidente da entidade lembrou que os distribuidores do País fecharam 2008 com estoque de 930 mil toneladas. Já os dados preliminares mostram que o mês de fevereiro registrou estoques de 800 mil toneladas, sendo o ideal por volta de 700 mil.
A expectativa do Instituto é que a partir do segundo trimestre as compras comecem a fluir com um pouco mais de normalidade. Hoje, segundo Christiano Freire, as vendas estão cerca de 40% abaixo do normal. Em abril, a expectativa é que as compras cresçam cerca de 30% ante o período anterior.
Fernanda Guimarães
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Gerdau decide paralisar unidade em São Paulo
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DCI, 23/3/09
Parte dos funcionários da Gerdau São Paulo, localizada na cidade de Araçariguama, terá seus contratos de trabalho suspensos temporariamente por conta da paralisação da unidade. A outra parte dos trabalhadores da usina terá férias antecipadas. Procurada, a Gerdau não informou o número de funcionários envolvidos.
A redução da demanda de aço foi mais uma vez o motivo da parada da siderúrgica. Por meio de nota, a empresa afirmou que "em razão do novo cenário econômico a Gerdau está antecipando manutenções na sua unidade Gerdau São Paulo cujo retorno da produção de aço ocorrerá entre o final de março e início de abril".
A planta da siderúrgica em São Paulo, inaugurada há três anos, tem capacidade para a produção de 900 mil toneladas de aço ao ano e recebeu investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões.
Em um momento em que as paralisações estão sendo necessárias para tentar ajustar a oferta à demanda, a companhia já anunciou que os investimentos em 2009 serão menores. Na apresentação dos resultados da empresa em fevereiro, o diretor presidente da companhia, André Gerdau Johannpeter, afirmou que o valor de investimentos previstos para o período 2008/10, que era de US$ 6,4 bilhões, foi ajustado e passou a ser de US$ 5 bilhões e teve prazo ampliado até 2013. Deste valor, US$ 1,4 bilhão já foi investido em 2008. Na mesma ocasião, a empresa anunciou que o lucro da companhia despencou 67% no quarto trimestre.
Em novembro do ano passado, a companhia adiou investimento de US$ 524 milhões em uma nova siderúrgica na Argentina, que havia sido anunciada dois meses antes.
Fernanda Guimarães
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Gerson Menezes vai presidir ArcelorMittal Aços Longos
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Exame, 24/3/09
Quadro de diretores da siderúrgica é modificado após aposentadoria de Paulo Geraldo de Souza
Há mais de trinta anos na ArcelorMittal, o engenheiro metalúrgico Gerson Menezes, que já ocupou diversos cargos importantes na siderúrgica, foi nomeado o novo CEO da ArcelorMittal Aços Longos, sendo responsável pelos negócios nas Américas Central e do Sul a partir de abril.
Menezes, que até agora ocupava a Vice-Presidência Industrial dessa divisão no Brasil, substitui Paulo Geraldo de Souza, que está se aposentando. O novo presidente ingressou na antiga Belgo-Mineira em 1974 e ocupou várias funções na Usina Monlevade (MG) até chegar a gerência da unidade em 1998. Em dezembro de 2006 foi designado a Vice-Presidência Industrial da ArcelorMittal, sendo responsável pelas unidades industriais dessa área do Brasil.
Com a transição presidencial, os cargos de diretoria e gerência também foram remodelados. O engenheiro mecânico Augusto Espeschit de Almeida, executivo da Arcelor desde 1980, deixou a Gerência Geral da companhia para assumir a Diretoria Indutrial de Aços Longos Brasil (COO). No lugar de Almeida ficou o engenheiro mecânico Wagner Brito Barbosa, membro do grupo desde 1990, antigo responsável pela coordenação do projeto de duplicação da ArcelorMittal Monlevade.
Além da divisão de aços longos, o grupo ArcelorMittal é composto também pela ArcelorMittal Tubarão e ArcelorMittal Vega. A presidência do grupo ArcelorMittal Brasil será definida nos próximos dias, com a aposentadoria do atual presidente José Armando Campos.
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Eike Batista quer construir estaleiro de US$ 600 milhões
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O Globo, 25/3/09
Homem mais rico do Brasil diz que financiar projetos em tempo de crise é 'simples assim'
O empresário Eike Batista, homem mais rico do Brasil segundo a revista “Forbes”, decidiu agora ser dono de estaleiro. Ele comprou um terreno de 1,3 milhão de metros quadrados em Biguaçu (SC), a 28 quilômetros de Florianópolis, onde quer montar por US$ 600 milhões uma base de construção de plataformas de petróleo. Em tempos de fuga de capital estrangeiro e escassez de crédito, o dono do grupo EBX afirma que está negociando a entrada de um sócio sul-coreano no projeto e garante que financiamento não será problema.
— Tudo que tem demanda, tem recursos. Só não queira dinheiro para fazer algo que já exista demais. É só isso. É muito simples assim.
Essa lógica rendeu uma injeção de R$ 150 milhões do BNDES em outra companhia do empresário, a LLX Logística. O principal projeto dessa empresa, o Porto do Açu, tem “garantido embarque de 26 milhões de toneladas de minério de ferro por 20 anos”, explica Eike.
O estaleiro deverá ficar pronto em três anos e será voltado para atender à demanda do braço petrolífero do grupo, a OGX, que precisa de oito a dez plataformas até 2018.
— Queremos também construir para terceiros, como a Petrobras. Acreditamos que o mercado terá demanda pelos próximos 30 anos. Tem a descoberta do sal (pré-sal).
O estaleiro se chamará “alguma coisa com X”, disse Eike, fazendo referência aos nomes com os quais costuma batizar suas empresas.
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